Cinco anos. Foi quanto tempo Natalie Imbruglia ficou sumida antes de soltar Algorithm, a faixa-título do disco novo que sai em 4 de setembro. E quem espera a moça doce de “Torn” pode tomar um susto, do tipo bom.
O som aqui é outro. Algorithm é construída em cima de sintetizador escuro, encorpado, com um aceno pro Depeche Mode, e Natalie passeia entre um canto de sereia e um vozeirão meio Bowie. Nada da balada de violão que grudou ela na cabeça de todo mundo lá nos anos 90. É pop adulto, com sangue de pista.
E não para na faixa. O sétimo disco da australiana Natalie Imbruglia, o primeiro em cinco anos, puxa pro disco e pro house, com aquele clima Robyn de chorar dançando. Quem assina a faixa-título junto é o MyRiot, dupla que trabalha com London Grammar, e o resto do trabalho passa por gente como Fraser T Smith (Adele, Stormzy) e Gary Lightbody, do Snow Patrol. Currículo pesado.
O tema também é sombrio. Natalie contou que Algorithm fala de cair num alçapão atrás do outro, sem fundo, e que a letra nasceu de uma preocupação real com o mundo, com guerra psicológica e pra onde a cabeça da gente tá indo. Coisa densa pra quem só lembra dela cantando sobre coração partido.
A real é que reinventar o som depois de quase 30 anos de estrada é aposta arriscada, e ela parece estar curtindo cada segundo (disse que foi o registro mais divertido que já fez). O primeiro single, “Upside Down”, já tinha dado a pista de que essa era nova vinha diferente. Agora é segurar a ansiedade até setembro pro álbum inteiro. Será que o povo que cresceu com “Torn” embarca nessa Natalie de pista?
