Você provavelmente já cantou uma música da Audrey Hobert sem saber. Aquela “That’s So True” da Gracie Abrams que tomou conta de tudo? Ela co-escreveu. Os clipes mais bonitos da Gracie, tipo “I Love You, I’m Sorry”? Ela que dirigiu. A real é que a californiana sempre esteve ali do lado, nos bastidores, sendo melhor amiga e parceira de composição da Gracie desde criança. Só que agora ela resolveu sair da sombra.
E saiu bem. “Who’s the Clown?”, o disco de estreia que ela soltou em 2025 pela RCA, é aquele pop confessional e debochado ao mesmo tempo, com letra que parece áudio de WhatsApp pra amiga depois de um perrengue. O carro-chefe “Sue Me” foi o que estourou primeiro, mas tem “Bowling Alley” e “Thirst Trap” fazendo o mesmo serviço: melodia fácil de grudar e letra que não tem medo de ser específica demais, daquele jeito que só funciona quando a pessoa tá escrevendo de verdade sobre a própria vida.
O que me pega na Audrey Hobert é que ela não soa como produto de gravadora atrás da próxima Gracie. Soa mais natural. A voz não é a mais técnica do mundo, e é exatamente esse o charme: parece a sua amiga mais engraçada decidindo do nada que ia gravar um disco, e acertando.
A prova de que não é só hype: a primeira turnê dela como headliner, a Staircase to Stardom, esgotou data atrás de data assim que abriu, e rodou os Estados Unidos e a Europa entre o fim de 2025 e o começo de 2026. Pra quem tava lançando o primeiro disco, é movimento de quem já tem público fiel esperando.
Se você curte Gracie Abrams ou aquela leva nova de pop que troca o brilho perfeitinho por honestidade meio bagunçada, manda ver. Aposta certa pra 2026. Será que ela aparece por aqui no Brasil numa dessas próximas pernas da turnê?
