
Ontem pela noite vazou “Lotus”, novo álbum da Christina Aguilera, que todo mundo estava esperando ansioso para ouvir e comentar se era melhor ou não que “Bionic”, seu último disco que foi um fracasso de vendas e cheio de criticas negativas. Após ouvir o CD por inteiro, podemos dizer de boca cheia: é muito melhor, SIM, que o “Bionic”, veja porquê:
“Lotus Intro” – Rainha das intros, Christina decidiu colocar uma mais longa neste álbum. Interessante e exótica, nos faz ouvir várias vezes, preparando nosso ouvido para o que está por vir. Representa toda a vibe do disco.
“Army Of Me” – Com grande influência de “Fighter”, Xtina canta mais uma vez sobre como ela está cada vez mais forte. É a melhor faixa do disco e já era pra ter sido single ONTEM, no “Basic to Basics”, no “Bionic”, ou em qualquer outro CD dela. É uma prima distante de “I Feel Love”, da Donna Summer, ou outra canção de 1977.
“Red Hot Kinda Love” – A música “fofinha” do CD, perfeita para as rádios e provável segundo single. É original de tudo o que ouvimos por aí. Aqui também percebemos bem que as batidas do “Lotus” estão todas certinhas e em seus devidos lugares, e não embaralhadas como em “Bionic”.
“Make The World Move” – CeeLo Green participa desta, mas provavelmente apenas pelo nome, já que só conseguimos ouvi-lo apenas no refrão. Faltou mais dele, mas a faixa é interessante, explosiva e cativante.
“Your Body” – O legal ao ouvir o álbum como um todo é perceber que o primeiro single dele não tem a sonoridade tão distante das outras faixas, diferente dos outros CD’s da Xtina. Rendeu um clipe muito bom, então esperamos que os próximos singles também ganhem vídeos ótimos, e não piores!
“Let There Be Love” – É a mais surpreendente do CD, uma música que pode bombar muito (ou não) nas pistas de dança ao redor do mundo. Uma versão feminina para “Turn Up The Music” do Chris Brown.
“Sing For Me” – A primeira música mais calma do CD, mas não vamos chamar de “balada” pois no “Lotus” Xtina está bem agressiva. É diferente de por exemplo “Save Me From Myself”, do “Back To Basics”, que ela canta sussurrando. Aqui ela canta com sangue nos olhos.
“Blank Page” – Outra balada com vocais agressivos, mas em um nível mais baixo. Se uma balada do disco TEM que ser single a pedido da gravadora, precisa ser esta.
“Cease Fire” – A que menos gostei do disco, acho que ficaria muito melhor no álbum “Rated R” da Rihanna.
“Around the World” – Mais uma com batidas redondinhas e cativantes, um pop bem comercial, com letra bem chiclete, citando o Brasil, Ibiza, e até seu hit “Lady Marmalade”.
“Circles” – A letra é super rock ‘n’ roll, inclusive o refrão. Xtina desencana de vez e manda todo mundo se f****, haha. O começo lembra um pouco “Under the Sun”, da Cheryl.
“Best of Me” – Começa fraca, mas o refrão é um dos melhores do disco. A faixa também termina muito bem. É a “Skyscrapper” da Aguilera, muito boa.
“Just A Fool” – Pode não ser a favorita dos fãs, mas gostei muito, está entre minhas favoritas do álbum. Blake Shelton até fugiu um pouco do que está habituado e se esforçou para se igualar ao vocal agressivo de Xtina.
Mesmo ouvindo poucas vezes, já dá pra dizer que “Lotus” é um dos melhores trabalhos de Aguilera. Xtina adora ousar em suas produções, fazer um som acima do esperado. Desta vez podemos dizer que ela inovou, mais uma vez, mas com a segurança que todas as músicas podem sim cair no gosto do público ao redor do mundo.
É um disco que dá vontade de ver nas prateleiras, comprar, presentear neste fim de ano. Vamo que vamo, Aguilera!



















